Sunday, April 29, 2007

Dias 17, 18, 19, 20 Back to Bangkok

Dia 17 - Regresso a Bangkok
-Acordar
-Pequeno almoço
-Apanhar o taxi bus (não me apanham outra vez naquele autocarro apinhado)
-Três horas de viagem para Chiang Mai confortavelmente sentado.

O taxi bus é uma carrinha tipo Hiace, bem mais confortável, um luxo principesco quando comparado com o autocarro em que sofri a viagem até Pai.
No caminho assisti a uma história que fez alguma impressão. Parámos numa casa à beira da estrada em que uma miúda com menos de 20 anos entrou na carrinha escondida e em pânico. Manteve-se de cócoras no chão da carrinha durante vários quilómetros. Percebi que estava a fugir de casa, com a ajuda do condutor e de mais duas pessoas na carrinha que pareciam estar a par do que se passava com ela. O ar de assustado fazia dó. Ela seguiu em silêncio a viagem toda, com uma expressão de misto de alívio e preocupação, provavelmente pela incerteza que iria ser agora a sua vida... não sei.
-Xiang Mai
-Aeroporto
-1 hora de voo
-E finalmente o regresso a Bangkok!!
-Taxi meter para Khaosan Road (um "tip" óptimo).
No caminho parei no alfaiate a levantar o blazer e as calças que tinha mandado fazer e que já estava pronto. 17 contos , caríssimo!!
Larguei as selvas virgens e os lugares recônditos para voltar à selva urbana, Khaosan Road.
Khaosan Road foi-nos indicada pos vários backpackers como dos melhores "spots" para ficar em Bangkok, com hoteis baratos e bons.
Nem mesmo à noite o movimento nesta rua de comércio abranda. Bares confusos, bares calmos, restaurantes frenéticos quer na rua quer em pequenos páteos, pensões com acessos labirinticos (como a minha). É uma rua apaixonante!!! É uma agradável e movimentada selva urbana!!!
Agora vai ser só compras!!!!

Encontrei-me com os Nunos que entretanto já estavam acomodados. Foi um pouco difícil conseguir quarto para mim. Ao fim de algumas tentativas lá conseguimos... e se o meu quarto no dia de chegada à Tailândia era mau o de hoje era bem pior. De tal forma que resolvi dormir no meu saco cama sobre a cama. Contando com a área da casa de banho o quarto não deveria ter mais que 4 metros quadrados. A porta não se fechava sendo necessário usar um cadeado para manter a porta fechada.
Nessa noite ficámos por Kaosan Road a jantar e em pequenos bares a gozar daquela vida movimentada.
Aproveitei para ir à net mandar notícias para casa. Amanhã vou outra vez a Pat Pong e tentar fazer a tal reportagem fotográfica da casa de meninas.

Dia 18 - Wats, Palácio e Pat Pong
-Acordar
-Banho
-Pequeno almoço
-Largar esta espelunca
-Ir procurar outro Hotel.
Após dar umas voltas descobrimos o Hotel perfeito, barato limpo e calmo. Ao lado de Khaosan Road. Numa rua secundária mesmo virado para os jardins dum templo, com um enorme alpendre, tipo colonial, onde se jantava e tomavam uns pequenos almoços fantásticos. Os quartos muito limpos e baratos, e a dividir pelos três saía uma pechincha.
Satisfeitos com o hotel largámos para a cidade visitar o palácio e os templos. Claramente com mais sorte com o tempo que da primeira vez em Bangkok.
Percorremos todos os Wats e Budas que havia para ver e passeamos pelos jardins do palácio. A riqueza sumptuosa deste complexo é impressionate. É de assinalar uma estátua monstruosa de um Buda deitado, toda coberta de ouro, de tal forma grande que a nossa altura é inferior a um só pé dele!!

Largado o palácio fomos para o rio visitar o mercado flutuante, para o qual tem que se pagar uma fortuna para alugar um barquinho. É uma fantochada e um roubo!! Após uma curta volta em que não se vê nada de interessante, aproximam-se dois barquitos com umas verduras e frutas a fingindo que no-las vêm vender. Uma fantochada para roubar os turistas tansos como nós.

Para se ver um verdadeiro mercado flutuante é necessário ir a Damnoen Saduak Floating Market acerca de 100 km a Sudoeste de Bangkok. Infelizmente só soubemos disso depois de termos sido embarretados.

-Visitar mais uns Wats emblemáticos e voltar para o hotel.
-Banho
-Jantar
-e Tuc Tuc a caminho de Pat Pong. Mais compras e tentar a famosa reportagem fotográfica ao Go Go Bar Cleópatra.
A combinação era irmos dois, eu a fazer de reporter fotográfico e um dos Nunos faria a parte escrita. Mas à última da hora resolveram não alinhar e lá fui eu, sozinho.
Pedi para chamar o gerente que ainda se lembrava de mim. Entrámos e esclareceu-me de quais eram as condições. Só começaria a fotografar após a ordem dele e as meninas teriam que estar com os bikinis postos, ao que cedi, claro!! Entretando suei um pouco quando se lembrou de me pedir carteira de jornalista. O ambiente ficou um pouco pesado e eu a ver a vida a andar para trás quando eu lhe disse que não tinha. Safou a situação o eu dizer que era "Freelancer" que fazia as reportagens primeiro e só quando voltasse ao meu país é que as iria tentar vender a quem pagasse mais. Ele ficou satisfeito com a justificação.
-Mandou as meninas vestirem-se (bikinis) e largarem os clientes
-Foram todas para o palco, em formação, e mandou-me começar a tirar fotos. A cena foi caricata, os clientes danados por terem ficado sem as suas meninas e eu alí dum lado para o outro a tirar fotografias. Lá acabou a sessão e elas apressaram-se a voltar rapidamente para o seu ganha pão. Estive ainda a tirar fotos do gerente à porta do Cleópatra com as suas melhores meninas, agora todas decentemente vestidas. Ofereceu-me uma cerveja, deu-me a morada e saí rapidamente ter com os meu companheiros de viagem. Ficámos mais umas horas em Pat-Pong a comprar roupas e quadros a óleo.
-Tuc tuc para o hotel
-Começar a preparar malas
-Dormir.

Dia 19 - Compras compras e mais compras

Este dia foi essencialmente de compras, durante o dia tarde, por toda a cidade e claro, também em Kaosan Road. E à noite em Pat-Pong outra vez!!
T-shirts várias, camisas, Quadros a óleo, bugigangas para oferecer, e roupa tailandesa, túnicas e calças de pescador.
Foi desfazer-nos da roupa velha que tínhamos levado para termos mais espaço e mais peso disponível para as compras que fizemos

Dia 20 - Partida
Fazer malas, dar mais uma pequena volta de Tuc Tuc para despedida pela cidade e seguir tristemente para o aeroporto.
É uma viagem que recomendo!! A sensação de liberdade, de desprendimento total de tudo, em que nunca se sabe o que vai acontecer a seguir, é apaixonante!
A Tailândia pela amabilidade e do seu povo, variedade de locais e paisagens diferentes, oferta variada de preços e gamas de qualidade, e reduzido risco, é o local ideal para quem quiser experimentar pela primeira vez o conceito de "Backpacking".
Não se preocupem em definir um programa, comprem um bilhete de avião, leiam o guia e deixem-se levar pelo que vos vai apetecendo fazer e visitar. Não se preocupem com o destino, e aproveitem a viagem e as pessoas que vão conhecer nesse processo!!!
"Life is a Jorney, not a Destination", e quem fizer Backpacking na Tailândia perceberá isso muito bem!!!! Boa viagem!!!