Sair do avião e um bafo monumental!!!! À saída do aeroporto fomos agressivamente abordados por uma avalanche de taxistas e "chaufers" cada um com o seu preço:
-Taxi city center 600 Bat
-Limousine?? Very very cheap!!!!!
-Taxi city center 500 Bat.
- TUC TUC? Special Price
Ainda no aeroporto entrámos num café para fugir às pressões!!! E consultar o guia.
Descobrimos no guia “Lonely Planet” que o mais seguro era o “Taxi meter” com um custo de mais ou menos 300 Bat. (7,5 Euros) e lá fomos.
-Highay? - Perguntou o taxista, ao que acedemos.
-Toll 30Bat - disse ele.
-Oh yes?
-Toll 30Bat!!!
-OK
-Toll 30Bat!!!!!!!!
-Yes yes.
E andámos nisto até que um de nós se lembrou que provavelmente o taxista queria que fossemos nós a pagar a portagem no acto e... BINGO. Na portagem seguinte deviam ver o ar de felicidade dele quando disse: - Toll 40Bat - e recebeu logo as notas da minha mão.
Regra n1: Não confiar nos taxistas:
"- Hotel two block!!! Leave here!!! One way, I go no more!!!"
E saímos. 14:00h, um sol de matar e uma humidade impossível. Não seria mau se “Two Block” não tivesse implicado andar quatro quarteirões e não dois, 3km e 45 minutos de mochilas às costas a destilar. Até suor a escorrer pelas lentes dos óculos eu já tinha!
Finalmente o hotel!!!!! O melhor para a gama de preços, 800Bat o quarto triplo, de acordo com o Guia do American Express.
Regra n2: Não confiar nos guias, não decidir o hotel apenas no aeroporto de chegada ou então saber primeiro o que implica essa gama de preços, não vá ser um hotel de "permanências curtas" com meninas de má reputação à disposição no Lobby.
O corredor era horrível, o quarto ligeiramente menos assustador e a casa de banho inacreditável. A luz do quarto era daquelas de néon sempre a tremer e a fazer um barulho constante de curto circuito. Enfim, não tinha visto pior que isto ainda. Mas com o cansaço com que estávamos lá ficámos. Depois desta caminhada não estávamos com coragem de carregar a mochila debaixo daquele sol em busca de outro hotel incerto.
Tomar banho numa casa de banho de fugir, e sair para a rua para o primeiro contacto turístico com a cidade, sem saber se as nossas coisas estariam lá quando voltássemos.
Tudo se cozinha na rua, até larvas.Regra n3: Nunca comer nada na rua.
Regra n4: Nos mercados de rua nunca negociar nada até acordar um preço e depois não levar. Acabam com uns Tailandeses furiosos, em crescente número atrás de nós, a dedicar-nos promessas ameaçadoras, agarrados ao telemóvel, calculámos que a chamar outros. Já em acto de desespero entrámos num centro comercial, saímos a correr pelas traseiras e lá os despistamos.
Chegámos ao nosso destino, o mercado nocturno de Pat Pong. São duas ruas paralelas Pat Pong I e Pat Pong II. São um misto de Feira de carcavelos em que tudo se vende e feira popular em que as diversões são substituidas por bordeis
Até que nos agarraram e disseram: -Come in!! Come in!! Just for drink and pay only drinks!!- ao que acedemos! Ao entrar percebemos que o bar ainda estava vazio e que éramos os primeiros clientes a entrar no bar nesse dia. Em acto contínuo levantaram-se umas 20 meninas de bikini branco, a avançarem sofregamente na nossa direcção e a olharem-nos com um misto de petisco e de sustento. OK, hora de fugir!! Dar meia volta rápida a dizer “Dinner first!! dinner first!!” e saímos porta fora à procura de um restaurante.
Regra n5: Nem para comer confiem nos guias
Após o jantar e num acto de bravura lá voltámos ao GO GO bar “Cleópatra”. Agora já cheio de clientes e como tal menos ameaçador. O show era surreal e de vez em quando tínhamos que chamar a chefe delas para as pôr a uma distância segura ou seja não mais que ao nosso lado e com as mãos sem ser em cima de nós. Algumas delas, quando estão sozinhas, sem estarem a tentar angariar algum cliente, deixam transparecer um olhar profundamente triste. Lembro-me de pensar qual seria o peso da vida ou da história triste de dificuldades por trás de cada um daqueles olhares.
Lá bebemos as cervejas e saímos. À saída pedi para falar com o gerente, dizendo que era repórter de uma revista turística e consegui convencê-lo a que ia fazer uma reportagem fotográfica em que ia fazer propaganda ao estabelecimento dele em Portugal. Provavelmente na volta a Bangkok vou fotografar um show típico de Pat Pong. Quem diria!!! Como resultado já temos bebidas a borla (just jocking).
Seguimos para Pat Pong I
Compras, compras e mais compras. Todo o tipo de roupa, adereços, relógios, material de som, etc. Um grande achado foi uma loja de imitações de quadros famosos pintados a óleo, imitações perfeitas de Andy Warholl, Lichtenstein e outros, baratíssimos.
Enfim, tudo o que imaginarem Pat Pong tem.
Já mortos de cansaço voltámos ao nosso belo hotel de TUC TUC. Por alguma razão estranha uma personagem muito importante nesta terra é a Mona Lisa. Todos os taxistas ou condutores de TUC TUC nos perguntam se estamos interessados em conhecê-la!! Very cheap, very cheap.
Dia 2
-7:00h da manhã, sair para a rua e já um calor abrasador!!
-Pequeno almoço no McDonalds, ao que nós chegámos!!!!
A verdade é que a comida de rua não é muito convidativa e não existem cafés como nós o entendemos o que nos deixou uma alternativa segura, MacDonald's!!!
Por todo o lado se vêem vendedore ambulantes a vender de tudo desde comida a todo o tipo de artigos não comestíveis.
Iniciei a minha reportagem fotográfica. Foi uma manhã turística com os pés doridos.
As actividades de famílias e grupos de idosos, é muito frequente nestes agradáveis jardins, cheios de lagos e recantos, com os arranha céus como pano de fundo
Decidimos mudar para o centro da cidade, agora para o “Royal Hotel” na esperança de algum sabor a civilização. De acordo com descrições o “Royal Hotel” é um hotel típico colonial!!
A mudança de hotel foi hilariante. Três marmanjos num TucTuc apinhado com as nossas mochilas e sacos entaladas entre nós, por cima de nós e por baixo dos nossos pés, enfim onde coubessem no diminuto espaço permitido pelo Tuc Tuc. Tive pena de não termos sido fotografados “para mais tarde recordar”.
-Chegada ao hotel
Agora sim, este já dá ares de hotel, 1700 Bat o que dá aproximadamente 15€ por pessoa. Um hotel típico colonial, com amplos espaços e colunatas, tão revivalista que tudo nele remontava à época colonial, até o cheiro a velho e bafio deveria remontar a essa época.
O senão é o preço!!! O triplo da nossa “casa de meninas”.
É preciso ter cuidado com alguns Tuctucs que nos levam por tuta e meia a qualquer ponto da cidade mas que em contrapartida temos que parar em lojas nas quais eles recebem comissão por cada turista que lá entra, tipicamente de alfaiates e de pedras preciosas.
Saí agora dum alfaiate, onde mandei fazer um Blazer e umas calças e parei agora na Net para enviar estas notícias. Estou atrasadíssimo para ir jantar com eles e ainda tenho mais de meia hora de TUCTUC até lá chegar. Amanhã tenho uma viagem de comboio de 9 horas e deixo Bangkok com direcção a Sul, como tal não sei quando consigo aceder ao mail outra vez.
Dia 3
Destino: Rumo a Sul.
Modo: Comboio
Onze horas de viagem, em 3a Classe. Assentos muito pouco confortáveis e apinhado de passageiros.
Ao sair de Bangkok, a linha de comboio passa junto a bairros de lata e aí sim apercebemo-nos da verdadeira pobreza, que dá origem à prostituição, que faz Bangkok tão famosa no mundo.
Contrariamente ao que nós julgamos, as prostitutas na Tailândia são na sua maioria muito respeitadas pelas suas famílias, são pessoas que sacrificam alguns anos da sua vida para garantir o sustento da sua família, pais, irmãos, avós, etc. Ao fim de algum tempo "reformam-se", casam e têm filhos.
Por exemplo um saquinho de arroz e outro de caril para misturar dentro de um dos sacos e comer daí. O sistema é muito prático. No sistema de saquinhos de plástico vende-se também sumos e gelados. Não há dúvida que a necessidade faz o engenho!!
A meio da viagem fizemos uma paragem num mosteiro Budista em Nakhon Pathon.
O meu entusiasmo na conversa ia fazendo com que perdêssemos o comboio. Quando fui ter com os meus amigos já passava da hora do comboio que deveríamos ter apanhado. Eles estavam furiosos e com razão! Mas felizmente que aqui os comboios também atrasam, e muito, e contra todas as expectativas ainda apanhámos o nosso comboio, continuando a nossa viagem como previsto.
1ª Alteração aos nossos planos de viagem:
Como resultado de uma conversa com outros backpackers, nesta viagem de comboio, decidimos cortar a viagem de comboio a meio e sair na estação de Chumphom às 23:30. O comboio passava nessa estação mesmo a tempo de apanhar o único Ferry diário que parte de Chumpom às 24:00h para Ko-Tao. A intenção depois era seguir viagem para Sul através das ilhas.
Saídos do comboio, quase no meio do nada, lá encontramos um "pseudo" taxi que após negociação muito regateada nos levou ao porto onde estaria o Ferry, o tal em que nós esperávamos dormir confortavelmente numa cama de um camarote. Ha!! ha!! anedota total!! O cenário começou a ficar negro quando, a chegar ao dito porto o caminho era em terra batida, cheio de buracos, e os únicos barcos que víamos foram dois barcos de madeira meio submersos.
Dormitámos sentados durante as 6 horas da viagem que foi o tempo que aquela casca fez em mar alto, trocando histórias de viagem e tragos de Whiskey, com outros backpackers para nos dar coragem para seguir viagem naquelas condições arriscadas. E lá fomos...













