Monday, May 7, 2007

Dia 8 - Ko-Phan-Gnan - A loucura da "Full Moon Party"

-Tomar o nosso último pequeno almoço fantástico no “Scuba Shack”
-Boleia de “pickup” para a cidadezinha
-Apanhar barco para Ko-Phan-Gnan.

O “deck”, ao sol, estava cheio de Back Packers a dormitar ou a escrever postais. Foi cerca de uma hora de viagem.
Desembarcar e evitar a avalanche de solicitações para os vários “resorts”. Com base nas informações de outros Backpackers seguimos para Hat Rin Nok, a praia da “Full Moon Party”. No caminho até lá verificámos que esta ilha tem muito pouca vida, eram 16:00h e não se via quase ninguém nas pequenas ruas e praias. Hat Rin Nok é uma praia rodeada de bares, bungalows e pessoal da pastilha. A maioria de bungalows nesta zona são decadentes. Após uma volta curta lá escolhemos um bungalow em betão e cheio de vidrados pirosíssimos, mas era limpo, parecia seguro e estava suficientemente afastado da praia para haver menor risco de assalto.
Após largadas as mochilas no quarto, saímos para fazer um melhor reconhecimento da ilha. Ruas degradadas serpenteando por entre construção anárquica, que vai desde construções baixas em betão a perfeitas barracas de madeira, alugadas pelos backpackers de pé descalço.
Fomos explorar a costa sudoeste com uma praia extensa, cheia de coqueiros até à água, fortemente batida pelo vento escaldante e cheia de detritos trazidos pela corrente, claramente uma praia menos nobre desta ilha, com um ar de abandono, corroborado pelas barracas degradadas que serviam de quarto para os menos afortunados.
Como viemos a descobrir o que conta nesta ilha é a noite e a pastilha, tudo o resto é secundário e tem que ser barato.
Numa volta às praias e bungalows próximos é possível ver que há quem pague quase nada, cerca de 100 Bat, 2,5 Euros por noite em barracas nojentas em formato de bungalows decadentes e degradantes. Dentro dos backpackers tb há grandes diferenças que acabam por se reflectir na escolha da ilha, da praia e dos bangalows em que ficam.
A roupa aqui é exactamente igual para todos. Todos se restringem ao mais prático e simples.
Após o impacto da primeira impressão, quando se chega a um local novo, o importante é integrar o espírito do local. O hotel ou o local de pernoita são pormenores pouco importantes, que não condicionam a diversão ou o bem estar que se pode conseguir neste tipo de viagens.
Após a sensação de estar num local decadente e perdido conseguimos descobrir um restaurante com um óptimo ambiente, um telheiro com mesinhas rasteiras, almofadas tailandesas, um ambiente acolhedor. A comida óptima e barata. Durante a conversa animada demos cabo de uma garrafa de rum, um aperitivo adequado para a Rave “Full Moon Party” para onde fomos a seguir.
Toda a praia à noite, durante a Full Moon Party, enche-se com 15.000 pessoas, a dançar freneticamente quase em transe, a um ritmo alucinante. Os malabaristas de fogo são uma presença em toda a praia. A fama desta festa é tal, que de toda a Indochina e Austrália vêm pessoas, propositadamente nos dias de Lua Cheia, para a "Full Moon Party".
A festa acaba apenas com o nascer do Sol

-Festa
-Voltar e ir à praia apanhar Vento na Cara para curar a bebedeira
-Dormir

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