Com o amanhecer do dia começaram a vislumbrar-se finalmente os contornos da ilha, Ko-Tao (agora já podíamos naufragar que pelo menos já sabíamos para onde nadar).
As pessoas que dormiam no chão começaram finalmente a levantar-se o que me libertou algum espaço para poder esticar as pernas.
Ao fim de quase uma hora, após termos avistado a ilha, chegámos! O barco ficou a meio da baía tendo nós desembarcado em pequenos botes a motor. Desembarcados no pontão, fomos de imediato assaltados por hordas de tailandeses com ofertas de dormida e cursos de mergulho. O conselho de uns Ingleses foi essencial para a escolha da praia para onde seguir e onde procurar estadia.
Saltámos para uma pickup e numa volta de 10 minutos chegámos à praia de Chalok Ban Kao, estava deserta, como seria de esperar às 6:30 da manhã.
Uma praia simpática com coqueiros até à água e barzinhos em madeira espalhados ao longo da areia.
Num dos resorts, o “Scuba Shack”, davam cursos de mergulho, resolvemos ficar aí a fazer o “Open Water Diver”, quatro dias com dormida incluída e o preço metade do que se pagaria pelo mesmo curso cá em Portugal. O curso certificado pelo PADI, "Put Another Dollar In", como aqui é gozado.
-Escolher as nossas cabanas;
-Largar malas;
-Pequeno almoço de panquecas e batido;
-E o curso começou de imediato, explicações, lições de vídeo;
-Almoçar Thai, finalmente sem medo de desarranjos intestinais;
-Saída para o mar.
O "spot" de mergulho era o “Japanese Garden”. Parámos num local a seis metros onde fizemos os supostos exercícios, tirar e pôr máscara, tirar e pôr garrafas, etc etc. Após o sinal de estar tudo OK seguimos o instrutor. O local era fantástico, recifes de coral em formato de colunas, nascendo a 13 m de profundidade, subindo até quase à superfície, formando um labirinto recheado de cores e peixes. Para primeiro mergulho não podia ter sido melhor.
As primeiras regras a aprender aqui é não tocar em nada, no coral porque corta e nos peixes porque não só os tubarões são perigosos. Um dos melhores momentos foi quando estivemos no meio de um cardume enorme de Barracudas (e julgava eu que eram perigosas).
Os nossos professores eram um Dinamarquês e um Filipino. O Filipino, o Chris, ou Crazy Philipin como nós o chamávamos era uma figuraça, parecia um pirata, pequenino, cabelo rapado, orelhas furadas com argolas de alto abaixo, e anéis, argolas de prata quer nos dedos da mão quer dos pés e uma pulseira de turquesas. Era também professor de Yoga e artista, com uma loja de artesanato.
A comida no nosso Scuba Shack era fabulosa. Fartámo-nos de comer Thai food finalmente sem quaisquer receios de ficar de esguicho.
No último dia de mergulho, descemos finalmente aos 20 metros e fazer navegação à bússola. Devido à tempestade do dia anterior a visibilidade era tão má que o exercício não poderia ter sido mais realista.
-Exame final e fim do curso,
-Certificados
-Jantar de comemoração e despedida, com os instrutores e restantes membros da classe, comida europeia, má e cara. Na Tailândia sê tailandês.
Nessa noite houve uma festa da “pastilha” numa casa enorme, de um dos barões locais, no pico da ilha,
Dia 7
O nosso último dia em Ko-Tao foi um dia de descanso, praia relax e snorkling.
Fomos nadar para uma praia em que os nossos professores nos disseram que tínhamos 100% de chances de ver tubarões “Black tip reef sharks”. Têm cerca de 2 metros, são carnívoros mas não atacam pessoas, pelo menos foi o que nos disseram e nós acreditámos.
A possibilidade de avistar tubarões é maior no snorkling uma vez que estes têm medo e se afastam das bolhas de ar libertadas no mergulho.
O local era uma baia grande. Nadámos até cerca de 150 metros da praia com 10 a 15 m de profundidade. Só depois de lá chegarmos é que realizámos que estávamos bem afastados da praia em plena “Shark area”, mas não apareceu nenhum!!! Por um lado foi um descanso porque não sei qual seria a nossa reacção se algum tubarão aparecesse ao pé de nós, por outro lado foi uma desilusão, seria sempre emocionante ver um tubarão ao pé.
Fizemos o resto da tarde na praia, de papo para o ar, a apreciar as cores fantásticas do pôr do sol.
-Jantar e para terminar umas cervejas num barzinho na ponta da baía com um ambiente muito cool e relaxed, com a música da “ganza” como nós lhe chamávamos. Todos estes barzinhos têm uma mesas rasteiras e umas almofadas tailandesas tipo esteira com um apoio triangular num dos lados para a pessoa se recostar meio deitado meio sentado.
Foi a nossa despedida de Ko-Tao

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